"Você seria capaz de dizer qual foi o momento exato em que a sua vida tomou o rumo que ela tem hoje? Seria possivel saber qual foi a decisão fundamental, aquela ultima, que te colocou exatamente onde você esta agora? Se você não tivesse ido àquela festa, se não tivesse atravessado aquela rua, se não tivesse cumprimentado aquela garota, sua vida seria diferente do que é nesse momento? Eu acredito que tudo pode mudar em um segundo, apesar de acreditar também que desde a largada nosso destino ja esta quase todo traçado. Então, quando foi que eu mudei o meu destino?"
(do blog: www.13anosdepois.com)
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
domingo, 15 de julho de 2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Certezas - Mário Quintana
Não quero alguém que morra de amor por mim…
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível…
E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…
e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons
sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente
importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca
cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter
forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,
e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder
dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim,
sem ter de me preocupar com terceiros…
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas,
que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…
e que valeu a pena.
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível…
E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…
e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons
sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente
importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca
cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter
forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,
e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder
dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim,
sem ter de me preocupar com terceiros…
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas,
que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…
e que valeu a pena.
Mário Quintana
segunda-feira, 28 de maio de 2012
" …Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo?
Meu palpite: dentro de um abraço.
Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve…"
(Martha Medeiros)
Meu palpite: dentro de um abraço.
Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve…"
(Martha Medeiros)
quarta-feira, 23 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
MEU
Soneto
Parei por um segundo,
Perdido no brilho do teu sorriso.
Os teus olhos penetrantes
Emodulraram toda a paisagem.
Até o sol,
Ao despontar no oriente,
Elege-te como a primeira ser
Iluminada,Homenageada.
Teu nome representa:
Graça e Alegria
Todas as palavras te são brutas.
Já que tu és
a própria poesia ,Ana.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Relacionamentos - Arnaldo Jabor (Adaptado por não concordar com algo)
Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah,terminei o namoro...'
- 'Nossa,quanto tempo?'
- 'Cinco anos...Mas não deu certo...acabou'
- 'É não deu...?'
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Acho que o beijo é importante.. .e se o beijo bate... por favor...e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
- 'Ah,terminei o namoro...'
- 'Nossa,quanto tempo?'
- 'Cinco anos...Mas não deu certo...acabou'
- 'É não deu...?'
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Acho que o beijo é importante.. .e se o beijo bate... por favor...e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
sexta-feira, 30 de março de 2012
1.8 e cadê a independência?
uooool! é hoje!! consegui chegar a maior idade sem dar prejuízos aos meus pais! vamos ver quais serão as mudanças, além de ser obrigada a votar e poder tirar a carteira de motorista blablabla
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Mudança de planos
Quem não passa no vestibular não ganha intercambio :x Triste,né? Mas um dia eu vou realizar esse sonho hehe Tudo certo pra me deixar alguns meses a quilometros da realidade e de repente PUFT! deu tudo errado, minha mãe conheceu quem seria meu host father (isso foi uma exigência dela) e não simpatizou nem um pouco com ele, isso afundou todos os meus planos, coisa de mãe, eu entendo.. (ou não :s)
Mas enfim, vou seguir minha vidinha sem meu inglês fluente e minha cultura a mais. Vou tentar fazer dois cursos superiores: Arquitetura e Urbanismo e Design Grafico, além de estudar música numa escola renomada e super exigente. Difícil, né? Pra muitos impossível. Mas eu adoro um desafio e nem gosto muito de vida social haha.
Amanhã eu começo Arquitetura e to super ansiosa, mesmo sendo na faculdade particular, o ultimo lugar que eu queria me imaginar entrando, até o ano passo, mas vou me adaptar ao meio.
Obs: Ultimamente to fazendo isso aqui de meu querido diário, e nem era a intenção, mas to só me imaginando lendo tudo isso aqui daqui a alguns anos.
Mas enfim, vou seguir minha vidinha sem meu inglês fluente e minha cultura a mais. Vou tentar fazer dois cursos superiores: Arquitetura e Urbanismo e Design Grafico, além de estudar música numa escola renomada e super exigente. Difícil, né? Pra muitos impossível. Mas eu adoro um desafio e nem gosto muito de vida social haha.
Amanhã eu começo Arquitetura e to super ansiosa, mesmo sendo na faculdade particular, o ultimo lugar que eu queria me imaginar entrando, até o ano passo, mas vou me adaptar ao meio.
Obs: Ultimamente to fazendo isso aqui de meu querido diário, e nem era a intenção, mas to só me imaginando lendo tudo isso aqui daqui a alguns anos.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Resultado
Pronto agora estou aqui em prantos. Um ano todo perdido? acho que não, mas minha cabeça dura não consegue se acostumar com a realidade tão fácil. Começo a escrever, percebo que me faz mal, paro de escrever, percebo que me faz pior ainda. Não sei o que é pior. Acho que esse resultado é um "sacode" nas minhas ideias, vamos ver se dessa vez eu aprendo a julgar as coisas antes de conhecê-las. Faculdade particular, aqui vou eu, espero que você me surpreenda, porque pelo visto esse ano vai ser longo e pesado, a minha consciência engordou e não pretende fazer dieta.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Balanço
2011. Vamos lá. Ano de vestibular e quantas mudanças,hein? Quantas vezes não foi chamado o ano de renuncias, o ano em que tudo deveria ser diferente. E realmente foi, não como eu pensava que seria, foi diferente. Ano de amadurecimento, acho que bati meu recorde: cresci três anos em um, não sei se foi o vestibular ou a vida mesmo que me tornou melhor. Comecei o ano sem pensar em mudar tanto, na verdade eu acho que só comecei a pensar de verdade esse ano, nos outros minha cabeça só tinha... enfim, não tinha! Não sei se deu certo, mas me recuperei e aprendi de tudo, tive surpresas, derrotas, alegrias, perdas, chorei, sorri, brinquei, entendi o que antes era oculto. Pra começar minha vida virou de cabeça pra baixo e tive que mostrar isso a todos, me tornei uma pessoa diferente, me virei para Deus. Não que antes não fosse assim, mas dessa vez a mudança foi brusca, e para melhor. Novas experiências, novos entendimentos, novas direções. Já comecei mudando espiritualmente. Meus pais, ah, meus pais, já os amava antes de conhecer, imagina depois desse ano, de descobertas a respeito deles. Minha visão de criança quebrou e foi construída uma novinha. Percebi o que tenho em casa: um tesouro. Não consigo descrever como eles são especiais, descobri histórias de vida que jamais imaginaria, descobri pessoas incríveis, boas de coração e realmente especias, descobri risadas e grandes segredos. Como tenho uma família perfeita.Descobri também que conto de fadas não existe e que tudo que eu planejei pra minha grande vida de adulta não vai ser tão fácil de conseguir. Não existe o príncipe num cavalo branco, nem príncipe sem cavalo. Existem homens cheios de defeitos, e que eu vou ter que escolher os defeitos que eu menos deteste em um. Ah, esse ano eu achei o beijo perfeito e depois o perdi e depois achei de novo e assim foi... Descobri que nada é perfeito e que tudo muda, tudo passa, tudo dá certo no final. Só ainda não aceitei que só no final dá certo, nem aprendi a esperar passar, mas tenho esperança que ano que vem eu aprenderei. É, eu tenho que correr e lutar pela minha felicidade, aprendi que nem tudo temos nas mãos. Decepções, to aprendendo a conviver com elas e também com as pessoas. Eu espero que 2012 me sirva assim como esse ano; que meus planos não se realizem, mas os planos de Deus se cumpram na minha vida, que possa aprender o dobro que a aprendi nesse ano.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Não sei se devia, mas me fascinou!
"Eu sou muito apimentada pra viver namoro banho maria. Sou muito fora dos parâmetros ideais para ter um relacionamento todo certinho. Eu gosto de surpresas, de visitas inesperadas, de ligações apaixonantes, de declarações extremistas. O simples até me admira um pouco, tem dias que até o normal é fascinante perto de quem a gente ama. Mas vamos e venhamos, pra mim nada como o fogo, o vulcão, a ventania, nada como o grude até enjoar. Não sou certinha, mas sou correta. Tem como entender isso? É uma questão de gostar da firmeza, da
solidez de uma vida a dois, através das
loucuras. É querer o real através do irreal.
Sim porque romances vulcânicos não duram
muito e eu sonho com um eterno. "
(Autor Desconhecido)
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Se
"Se o amor for grande, a espera não será eterna, os problemas não serão dilemas,e a distância será vencida.Se a compreensão insistir,as brigas fortalecerão-nos,os fatos farão-nos rir,e os diálogos marcarão-nos. Se o respeito prevalecer,os carinhos serão doces e suaves,os beijos profundos e cheios de valor,e os abraços calorosos e confortantes. Se a confiança existir,a dúvida se extinguirá, as perguntas serão respondidas,e as palavras poderão ser ditas. E não é um amor doentio, mas um amor verdadeiro. Aquele que vence as barreiras impostas pela vida e pelas ocasiões. Aquele que não teme a escolha, e faz a opção de simplesmente ser intensamente vivido."
quarta-feira, 29 de junho de 2011
O amor bom é facinho
Há conversas que nunca terminam e dúvidas que jamais desaparecem. Sobre a melhor maneira de iniciar uma relação, por exemplo. Muita gente acredita que aquilo que se ganha com facilidade se perde do mesmo jeito. Acham que as relações que exigem esforço têm mais valor. Mulheres difíceis de conquistar, homens difíceis de manter, namoros que dão trabalho - esses tendem a ser mais importantes e duradouros. Mas será verdade?
Eu suspeito que não.
Acho que somos ensinados a subestimar quem gosta de nós. Se a garota na mesa ao lado sorri em nossa direção, começamos a reparar nos seus defeitos. Se a pessoa fosse realmente bacana não me daria bola assim de graça. Se ela não resiste aos meus escassos encantos é uma mulher fácil – e mulheres fáceis não valem nada, certo? O nome disso, damas e cavalheiros, é baixa auto-estima: não entro em clube que me queira como sócio. É engraçado, mas dói.
Também somos educados para o sacrifício. Aquilo que ganhamos sem suor não tem valor. Somos uma sociedade de lutadores, não somos? Temos de nos esforçar para obter recompensas. As coisas que realmente valem a pena são obtidas à duras penas. E por aí vai. De tanto ouvir essa conversa - na escola, no esporte, no escritório - levamos seus pressupostos para a vida afetiva. Acabamos acreditando que também no terreno do afeto deveríamos ser capazes de lutar, sofrer e triunfar. Precisamos de conquistas épicas para contar no jantar de domingo. Se for fácil demais, não vale. Amor assim não tem graça, diz um amigo meu. Será mesmo?
Minha experiência sugere o contrário.
Desde a adolescência, e no transcorrer da vida adulta, todas as mulheres importantes me caíram do céu. A moça que vomitou no meu pé na festa do centro acadêmico e me levou para dormir na sala da casa dela. Casamos. A garota de olhos tristes que eu conheci na porta do cinema e meia hora depois tomava o meu sorvete. Quase casamos? A mulher cujo nome eu perguntei na lanchonete do trabalho e 24 horas depois me chamou para uma festa. A menina do interior que resolveu dançar comigo num impulso. Nenhuma delas foi seduzida, conquistada ou convencida a gostar de mim. Elas tomaram a iniciativa – ou retribuíram sem hesitar a atenção que eu dei a elas.
Toda vez que eu insisti com quem não estava interessada deu errado. Toda vez que tentei escalar o muro da indiferença foi inútil. Ou descobri que do outro lado não havia nada. Na minha experiência, amor é um território em que coragem e a iniciativa são premiadas, mas empenho, persistência e determinação nunca trouxeram resultado.
Relato essa experiência para discutir uma questão que me parece da maior gravidade: o quanto deveríamos insistir em obter a atenção de uma pessoa que não parece retribuir os nossos sentimos?
Quem está emocionalmente disponível lida com esse tipo de dilema o tempo todo. Você conhece a figura, acha bacana, liga uns dias depois e ela não atende e nem liga de volta. O que fazer? Você sai com a pessoa, acha ela o máximo, tenta um segundo encontro e ela reluta em marcar a data. Como proceder a partir daí? Você começou uma relação, está se apaixonando, mas a outra parte, um belo dia, deixa de retornar seus telefonemas. O que se faz? Você está apaixonado ou apaixonada, levou um pé na bunda e mal consegue respirar. É o caso de tentar reconquistar ou seria melhor proteger-se e ajudar o sentimento a morrer?
Todas essas situações conduzem à mesma escolha: insistir ou desistir?
Quem acha que o amor é um campo de batalha geralmente opta pela insistência. Quem acha que ele é uma ocorrência espontânea tende a escolher a desistência (embora isso pareça feio). Na prática, como não temos 100% de certeza sobre as coisas, e como não nos controlamos 100%, oscilamos entre uma e outra posição, ao sabor das circunstâncias e do tamanho do envolvimento. Mas a maioria de nós, mesmo de forma inconsciente, traça um limite para o quanto se empenhar (ou rastejar) num caso desses. Quem não tem limites sofre além da conta – e frequentemente faz papel de bobo, com resultados pífios.
Uma das minhas teorias favoritas é que mesmo que a pessoa ceda a um assédio longo e custoso a relação estará envenenada. Pela simples razão de que ninguém é esnobado por muito tempo ou de forma muito ostensiva sem desenvolver ressentimentos. E ressentimentos não se dissipam. Eles ficam e cobram um preço. Cedo ou tarde a conta chega. E o tipo de personalidade que insiste demais numa conquista pode estar movida por motivos errados: o interesse é pela pessoa ou pela dificuldade? É um caso de amor ou de amor próprio?
Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações? Neste momento eu não consigo me lembrar de nada.
Eu suspeito que não.
Acho que somos ensinados a subestimar quem gosta de nós. Se a garota na mesa ao lado sorri em nossa direção, começamos a reparar nos seus defeitos. Se a pessoa fosse realmente bacana não me daria bola assim de graça. Se ela não resiste aos meus escassos encantos é uma mulher fácil – e mulheres fáceis não valem nada, certo? O nome disso, damas e cavalheiros, é baixa auto-estima: não entro em clube que me queira como sócio. É engraçado, mas dói.
Também somos educados para o sacrifício. Aquilo que ganhamos sem suor não tem valor. Somos uma sociedade de lutadores, não somos? Temos de nos esforçar para obter recompensas. As coisas que realmente valem a pena são obtidas à duras penas. E por aí vai. De tanto ouvir essa conversa - na escola, no esporte, no escritório - levamos seus pressupostos para a vida afetiva. Acabamos acreditando que também no terreno do afeto deveríamos ser capazes de lutar, sofrer e triunfar. Precisamos de conquistas épicas para contar no jantar de domingo. Se for fácil demais, não vale. Amor assim não tem graça, diz um amigo meu. Será mesmo?
Minha experiência sugere o contrário.
Desde a adolescência, e no transcorrer da vida adulta, todas as mulheres importantes me caíram do céu. A moça que vomitou no meu pé na festa do centro acadêmico e me levou para dormir na sala da casa dela. Casamos. A garota de olhos tristes que eu conheci na porta do cinema e meia hora depois tomava o meu sorvete. Quase casamos? A mulher cujo nome eu perguntei na lanchonete do trabalho e 24 horas depois me chamou para uma festa. A menina do interior que resolveu dançar comigo num impulso. Nenhuma delas foi seduzida, conquistada ou convencida a gostar de mim. Elas tomaram a iniciativa – ou retribuíram sem hesitar a atenção que eu dei a elas.
Toda vez que eu insisti com quem não estava interessada deu errado. Toda vez que tentei escalar o muro da indiferença foi inútil. Ou descobri que do outro lado não havia nada. Na minha experiência, amor é um território em que coragem e a iniciativa são premiadas, mas empenho, persistência e determinação nunca trouxeram resultado.
Relato essa experiência para discutir uma questão que me parece da maior gravidade: o quanto deveríamos insistir em obter a atenção de uma pessoa que não parece retribuir os nossos sentimos?
Quem está emocionalmente disponível lida com esse tipo de dilema o tempo todo. Você conhece a figura, acha bacana, liga uns dias depois e ela não atende e nem liga de volta. O que fazer? Você sai com a pessoa, acha ela o máximo, tenta um segundo encontro e ela reluta em marcar a data. Como proceder a partir daí? Você começou uma relação, está se apaixonando, mas a outra parte, um belo dia, deixa de retornar seus telefonemas. O que se faz? Você está apaixonado ou apaixonada, levou um pé na bunda e mal consegue respirar. É o caso de tentar reconquistar ou seria melhor proteger-se e ajudar o sentimento a morrer?
Todas essas situações conduzem à mesma escolha: insistir ou desistir?
Quem acha que o amor é um campo de batalha geralmente opta pela insistência. Quem acha que ele é uma ocorrência espontânea tende a escolher a desistência (embora isso pareça feio). Na prática, como não temos 100% de certeza sobre as coisas, e como não nos controlamos 100%, oscilamos entre uma e outra posição, ao sabor das circunstâncias e do tamanho do envolvimento. Mas a maioria de nós, mesmo de forma inconsciente, traça um limite para o quanto se empenhar (ou rastejar) num caso desses. Quem não tem limites sofre além da conta – e frequentemente faz papel de bobo, com resultados pífios.
Uma das minhas teorias favoritas é que mesmo que a pessoa ceda a um assédio longo e custoso a relação estará envenenada. Pela simples razão de que ninguém é esnobado por muito tempo ou de forma muito ostensiva sem desenvolver ressentimentos. E ressentimentos não se dissipam. Eles ficam e cobram um preço. Cedo ou tarde a conta chega. E o tipo de personalidade que insiste demais numa conquista pode estar movida por motivos errados: o interesse é pela pessoa ou pela dificuldade? É um caso de amor ou de amor próprio?
Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações? Neste momento eu não consigo me lembrar de nada.
(Ivan Martins escreve às quartas-feiras na Época)
quinta-feira, 23 de junho de 2011
''Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, to despreocupado, com a vida eu to de bem.''
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Naquele dia, naquele lugar!
A areia molhada se prende á sola dos pés, e o mar, que promete as mehores ondas no dia eguinte, quase alcança a toalha surrada. A noite já chegou e a lua cheia ilumina as guloseimas no fundo da tenda de palha. O som do violão se mistura com as vozes doces e suaves e ao mesmo tempo se confunde com as fofocas dos meninos que preparam mais um coquetel com frutas para suas namoradas.
Da casa vê-se mais gente linda e cheia de alegria, aleia às preocupações com trabalhos e estudos. É verão, é noite de verão! As risadas e os sorrisos amarelos brilham na paisagem escura e apaixonante; cada olhar cintila ao sentir a nostalgia de histórias fascinantes que só eles sabem contar, porque só eles viveram todas juntos. Lembranças trazem de volta a turma que nunca devia ter se separado.
(Redação 15/06/11 - Tema: Um lugar perfeito -verídico- Correção: Sílvia Abrahão - Nota: 9,0)
Da casa vê-se mais gente linda e cheia de alegria, aleia às preocupações com trabalhos e estudos. É verão, é noite de verão! As risadas e os sorrisos amarelos brilham na paisagem escura e apaixonante; cada olhar cintila ao sentir a nostalgia de histórias fascinantes que só eles sabem contar, porque só eles viveram todas juntos. Lembranças trazem de volta a turma que nunca devia ter se separado.
(Redação 15/06/11 - Tema: Um lugar perfeito -verídico- Correção: Sílvia Abrahão - Nota: 9,0)
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